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descobre o retrato que faltava na Galeria de Ministros da Educacao

A LMT Abreu Loureiro, Correia de Matos e Galvão Teles conseguiu localizar, após aturada investigação, o retrato de Carlos Bento da Silva, político do século XIX e o único que não figurava entre os quase 100 ministros da Educação representados na Galeria organizada pelo respectivo Ministério.

Carlos Bento da Silva (1812-1891), funcionário do Ministério da Fazenda e depois dos Negócios Estrangeiros, teve uma longa carreira política em que atravessou 22 legislaturas como deputado, participando em diversas Comissões. Foi ministro das Obras Públicas entre 1857 e 1859, da Marinha e Ultramar entre 1860 e 1862 e da Fazenda entre 1877 e 1878. Pelo meio, registou uma fugaz passagem pelo cargo de ministro interino dos Negócios da Instrução Pública, pasta que assumiu por escassas 24 horas, entre 30 de Agosto e 1 de Setembro de 1870.

Apesar da vida pública sobejamente conhecida, ignorava-se a existência de qualquer retrato do político. No ano em que se completa o centenário do nascimento de Carlos Bento da Silva, a LMT Abreu Loureiro, Correia de Matos e Galvão Teles congratula-se por, à sua biografia, ter juntado um rosto, permitindo que a Galeria de Ministros da Educação esteja agora verdadeiramente completa.

Aspectos da vida familiar na estrategia de ascensao social e politica do 1. marques de Pombal

João Bernardo Galvão Teles, sócio da LMT Abreu Loureiro, Correia de Matos e Galvão Teles, fez hoje a sua primeira conferência na Academia Portuguesa da História, depois de ter sido eleito académico-correspondente em Julho de 2010. Aspectos da vida familiar na estratégia de ascensão social e política do 1.º marquês de Pombal foi o tema tratado.

Compreender até que ponto fizeram parte dessa estratégia algumas circunstâncias familiares do estadista, avaliar a influência que tiveram os seus casamentos, perceber quem foram os padrinhos das crianças que lhe nasceram e a que famílias pertenciam as noras e os genros do titular bem como o contexto em que se realizaram os respectivos matrimónios, foram algumas das questões às quais o sócio da LMT procurou dar resposta.

No final, e à laia de conclusão, foi evidenciado que o estadista soube sempre conduzir os destinos familiares numa complexa inter-relação com os objectivos sociais e políticos que visava alcançar. Se os laços de parentesco de que gozava e que foi criando ao longo da vida lhe abriram importantes portas em momentos determinantes da sua vida, é também verdade que as fidelidades políticas e as redes clientelares que construiu lhe promoveram e protegeram a família. A ponto de esta não ter experimentado excessivos dissabores com a Viradeira política do reinado de D. Maria I. Pelo contrário, alguns dos filhos e genros de Carvalho e Melo foram personagens que alcançaram importante valimento na corte da Piedosa rainha. Afinal de contas, ainda se vivia num tempo em que vida privada e vida pública se separavam por uma ténue fronteira. Mais do que não constituir uma excepção a esta regra, a história de Sebastião José talvez tenha sido um paradigma dessa sobreposição de espaços.