Conferência de Lourenço Correia de Matos na Real Academia de la História, em Madrid
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Lourenço Correia de Matos, sócio da LMT Abreu Loureiro, Correia de Matos e Galvão Teles, apresentou no passado dia 24 uma conferência intitulada La Orden Constantiniana de San Jorge en Portugal, a convite da organização do ciclo de conferências sobre esta Ordem, que decorreu na Real Academia de la História, em Madrid, comemorativo da sua instituição e dos 1700 anos da Batalha de Ponte Mílvio (28 de Outubro de 312).
Presidiu à sessão o Director da Real Academia, D. Gonzalo Anes y Álvarez de Castrillón, Marqués de Castrillón, acompanhado na mesa por S.A.R. o Senhor D. Pedro de Borbón, Duque de Noto, Grão-Prefeito e Presidente da Real Deputação da Ordem. Presentes também SS.AA.RR. o Senhor D. Carlos de Borbón, Infante de Espanha, Duque de Calábria, Grão-Mestre da Ordem, e a Princesa Dona Ana, Duquesa de Calábria.
Foram igualmente proferidas as seguintes conferências: Documentos pontificios acerca de la Sagrada y Militar Orden Constantiniana de San Jorge, por S.E.R. o Cardeal D. António Cañizares, Prefeito da Congregação para o Culto Divino; The independence of the Grand Mastership of the Constantinian Order from any claim to Sovereign rank: 1550-2012, por Guy Stair Sainty, reputado especialista na história das Ordens de Cavalaria; Constantino el Grande y la adopción del Monograma de Cristo en sus documentos oficiales, por José María de Francisco Olmos, doutor em História Medieval, decano da Faculdade de Ciências da Documentação da Universidade Complutense de Madrid; Mito, storia e diritto dell’Ordine Costantiniano di San Giorgio, por Alfonso Marini Dettina, licenciado em Direito e Direito Canónico, advogado da Rota Romana.
Sousas Chichorros e Sousas de Arronches: um enigma heráldico
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O mais recente artigo publicado por João Bernardo Galvão Teles, sócio da LMT Abreu Loureiro, Correia de Matos e Galvão Teles, reflecte sobre o carácter inusitado, para a heráldica portuguesa, da existência de duas armas, ambas constituídas por um esquartelado, associadas ao mesmo apelido de Sousa – umas do ramo dito Chichorro ou do Prado, as outras do de Arronches.
Elaborado em co-autoria com Miguel Metelo de Seixas, pretende este ensaio caracterizar as circunstâncias em que surgiram os dois ordenamentos, de maneira a tentar compreender a sua carga semiótica e a sua relação com as formas de construção da identidade linhagística e de transmissão da memória e do património efectivo ou simbólico. Fruto de condicionantes diferentes, as armas destes dois ramos que se apelidaram de Sousa mostram como a heráldica portuguesa dos séculos XIII e XIV era um fenómeno em plena mutação, de assinalável complexidade e intimamente associado às alterações da estrutura social e da cultura nobiliárquica.
O presente artigo integra a colectânea Estudos de Heráldica Medieval, coordenada por Miguel Metelo de Seixas e Maria de Lurdes Rosa, recentemente editada pelo Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Socias e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Os desenhos heráldicos que ilustram o texto são da autoria de Duarte Vilardebó Loureiro.