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Capa Gaienses

Lourenço Correia de Matos, sócio da LMT Consultores em História e Património, colaborou na obra Património Humano, Personalidades Gaienses, escrevendo as biografias do "General Torres, Visconde da Serra do Pilar (1782-1848)" e do "Barão de Saavedra (1797-1852)".

O volume é constituído por 250 biografias de personalidades ligadas a Gaia desde o século I ao século XX, organizadas cronologicamente. Como escreve Gonçalo de Vasconcelos e Sousa, o coordenador do volume, "Percorrer as centenas de nomes que corporizam este volume é revisitar a história de Gaia através dos seus intérpretes", não só daqueles que nasceram no concelho como de outros que passaram "e deixaram aí o seu rasto a diversos níveis".

Este é o primeiro livro da colecção Património Cultural de Gaia, coordenada por J. A. Gonçalves Guimarães, que será constituída por dez volumes. A edição é da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e dos Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana.

Bogalheira

"Escrevo-vos para vos dizer o quanto gostámos do estudo que nos apresentaram. A qualidade da investigação é excelente e revelou-nos uma série de factos interessantíssimos para nós desconhecidos. A nossa Família fica assim com um documento que irá certamente servir de base a muitas conversas sobre a história da Quinta".

Este foi o testemunho de uma das proprietárias de uma Quinta cuja história foi recentemente investigada pela LMT Consultores em História e Património. O estudo realizado permitiu documentar a propriedade desde a sua fundação na segunda metade do século XVII, ocasião em que foi incorporada num morgado de uma importante família da aristocracia da corte. Já no reinado de D. João V, a Quinta seria acarinhada por um eclesiástico, irmão do proprietário, que nela realizou profundas obras, entre as quais a construção de uma imponente capela ornada com elegantes azulejos daquela época.

Merecendo a honra de uma visita régia ainda em finais de setecentos, a Quinta conheceu depois um certo abandono, agravado ao longo do século XIX, em resultado da família sua detentora ter na região outras propriedades que utilizava com mais frequência. Remetida quase exclusivamente à actividade agrícola, a propriedade, depois da extinção do regime do morgadio e de se ver repartida por dezenas de herdeiros, seria, já no século XX, adquirida aos demais familiares pelos avós dos actuais proprietários e recuperada do seu estado de avançada ruína, permitindo a sua manutenção, ao fim de mais de três séculos, em descendentes dos seus primitivos donos.

Para além da investigação sobre a história da Quinta, o estudo da LMT Consultores em História e Património incluiu também a sua descrição e caracterização patrimonial e artística, permitindo enquadrar o edifício principal na arquitectura residencial da primeira metade do século XVIII, evidenciando-se o gosto pela simetria e a sobriedade decorativa, pontificada pelos revestimentos azulejares que ornam a capela e outras dependências da propriedade.