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Silva Graça

A LMT Consultores em História e Património descobriu recentemente a verdadeira naturalidade de José Joaquim da Silva Graça, director do célebre jornal O Século.

A descoberta resultou da realização de duas investigações em paralelo, uma sobre a família de um cliente e outra sobre a ascendência daquele jornalista e empresário, visto que partilhavam os mesmos apelidos, suspeitando-se por isso de um eventual parentesco.

As fontes disponíveis atribuíam a Silva Graça uma naturalidade – a freguesia da Graça, no concelho de Pedrógão Grande – que se provou estar errada, muito embora fosse essa a localidade de origem dos seus pais, de quem se desconhecia os nomes.

Os registos de baptismo das filhas de José Joaquim, localizados muitos anos após as suas datas de nascimento, e o seu registo de casamento, encontrado em fundo documental diverso do habitual, foram decisivos para se chegar ao verdadeiro local de nascimento do director de O Século: a vila alentejana da Vidigueira!

De salientar que as biografias de Silva Graça referem sempre que este era de origem humilde, o que não corresponde exactamente à verdade, pois no seu assento de baptismo, em 1858, a mãe e ambas as avós foram nomeadas com o tratamento de dona, o que à época os párocos apenas conferiam às pessoas detentoras de algum estatuto social e não às mulheres de famílias mais modestas.

A outra família estudada era de uma região diferente do país, demonstrando-se que não tinha qualquer parentesco com José Joaquim da Silva Graça, usando estes mesmos apelidos desde o início do século XIX, quatro décadas antes do nascimento do director de "O Século", que foi o primeiro a usá-lo na sua família (o pai era Silva e a mãe terá adoptado o Graça da citada freguesia de origem).

Ig Fontelo

A LMT Consultores em História e Património elaborou um estudo genealógico para uma cidadã chilena, cuja avó era natural de Portugal.

Foi na freguesia de Fontelo, concelho de Armamar, perto de Lamego, que nasceu uma de tantos emigrantes que partiram para além-mar em busca de melhor vida e que foi o ponto de partida da investigação genealógica realizada a pedido de uma neta. Acompanhada dos pais, e provavelmente dos quatro irmãos que encontrámos a ser baptizados na mesma paróquia entre 1896 e 1907, terá viajado depois desta data para aquele longínquo país da América do Sul.

A investigação foi desenvolvida por cinco gerações, encontrando-se as raízes desta família nos concelhos vizinhos de Lamego e Armamar, nas freguesias de Cepões, Fontelo e Coura, e também na freguesia de Dálvares, no concelho de Tarouca.

Apesar da distância geográfica e do tempo decorrido, esta família chilena aproximou-se das suas origens portuguesas, podendo agora perpetuar mais facilmente essa memória para o futuro.