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Lourenço Correia de Matos, sócio da LMT Consultores em História e Património, apresentou no passado dia 16 de Abril uma comunicação intitulada A Ordem Constantiniana de São Jorge e as Ordens do Reino das Duas-Sicílias, no VIII Seminário Internacional de Falerística da Sociedade de Geografia de Lisboa, co-organizado pela Secção de Genealogia, Heráldica e Falerística e pela Secção de Estudos do Património.

Sob o tema História, Memória e Património da Casa Real das Duas-Sicílias, o Seminário decorreu no auditório Adriano Moreira, sendo presidido por S.A.R. o Senhor D. Pedro de Borbón-Duas Sicílias, duque de Calábria, chefe da Casa Real das Duas-Sicílias, e abertos os trabalhos pelo presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, Luís Aires-Barros.

Na comunicação, Lourenço Correia de Matos apresentou a história multisecular da Ordem Constantiniana de São Jorge e também das restantes ordens do antigo reino das Duas-Sicílias: São Januário, São Fernando e Mérito, São Jorge da Reunião e Francisco I. Acompanhou a exposição com inúmeras imagens de insígnias, retratos e documentos, procurando sempre estabelecer a relação destas ordens com Portugal, referindo diversos portugueses agraciados pelos monarcas napolitanos.

Cartaz SGL 16 Abril 2019

Silva Graça

A LMT Consultores em História e Património descobriu recentemente a verdadeira naturalidade de José Joaquim da Silva Graça, director do célebre jornal O Século.

A descoberta resultou da realização de duas investigações em paralelo, uma sobre a família de um cliente e outra sobre a ascendência daquele jornalista e empresário, visto que partilhavam os mesmos apelidos, suspeitando-se por isso de um eventual parentesco.

As fontes disponíveis atribuíam a Silva Graça uma naturalidade – a freguesia da Graça, no concelho de Pedrógão Grande – que se provou estar errada, muito embora fosse essa a localidade de origem dos seus pais, de quem se desconhecia os nomes.

Os registos de baptismo das filhas de José Joaquim, localizados muitos anos após as suas datas de nascimento, e o seu registo de casamento, encontrado em fundo documental diverso do habitual, foram decisivos para se chegar ao verdadeiro local de nascimento do director de O Século: a vila alentejana da Vidigueira!

De salientar que as biografias de Silva Graça referem sempre que este era de origem humilde, o que não corresponde exactamente à verdade, pois no seu assento de baptismo, em 1858, a mãe e ambas as avós foram nomeadas com o tratamento de dona, o que à época os párocos apenas conferiam às pessoas detentoras de algum estatuto social e não às mulheres de famílias mais modestas.

A outra família estudada era de uma região diferente do país, demonstrando-se que não tinha qualquer parentesco com José Joaquim da Silva Graça, usando estes mesmos apelidos desde o início do século XIX, quatro décadas antes do nascimento do director de "O Século", que foi o primeiro a usá-lo na sua família (o pai era Silva e a mãe terá adoptado o Graça da citada freguesia de origem).