Aspectos da vida familiar na estratégia de ascensão social e política do 1.º marquês de Pombal
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João Bernardo Galvão Teles, sócio da LMT Abreu Loureiro, Correia de Matos e Galvão Teles, fez hoje a sua primeira conferência na Academia Portuguesa da História, depois de ter sido eleito académico-correspondente em Julho de 2010. Aspectos da vida familiar na estratégia de ascensão social e política do 1.º marquês de Pombal foi o tema tratado.
Compreender até que ponto fizeram parte dessa estratégia algumas circunstâncias familiares do estadista, avaliar a influência que tiveram os seus casamentos, perceber quem foram os padrinhos das crianças que lhe nasceram e a que famílias pertenciam as noras e os genros do titular bem como o contexto em que se realizaram os respectivos matrimónios, foram algumas das questões às quais o sócio da LMT procurou dar resposta.
No final, e à laia de conclusão, foi evidenciado que o estadista soube sempre conduzir os destinos familiares numa complexa inter-relação com os objectivos sociais e políticos que visava alcançar. Se os laços de parentesco de que gozava e que foi criando ao longo da vida lhe abriram importantes portas em momentos determinantes da sua vida, é também verdade que as fidelidades políticas e as redes clientelares que construiu lhe promoveram e protegeram a família. A ponto de esta não ter experimentado excessivos dissabores com a Viradeira política do reinado de D. Maria I. Pelo contrário, alguns dos filhos e genros de Carvalho e Melo foram personagens que alcançaram importante valimento na corte da Piedosa rainha. Afinal de contas, ainda se vivia num tempo em que vida privada e vida pública se separavam por uma ténue fronteira. Mais do que não constituir uma excepção a esta regra, a história de Sebastião José talvez tenha sido um paradigma dessa sobreposição de espaços.
João Bernardo Galvão Teles apresenta comunicação sobre a heráldica do rei D. Duarte
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Elementos de uma cultura dinástica e visual: os sinais heráldicos e emblemáticos do rei D. Duarte foi o tema da comunicação apresentada por João Bernardo Galvão Teles, sócio da LMT Abreu Loureiro, Correia de Matos e Galvão Teles, e por Miguel Metelo de Seixas ao Congresso D. Duarte e a sua época: arte, cultura e espiritualidade, que decorreu nos dias 26 e 27 de Janeiro, em Lisboa.
Contextualizado o século XV como um período revolucionário para a heráldica portuguesa, em que esta adquiriu uma função social e uma carga semiótica distintas das que desempenhara antes, foi evidenciada a intervenção da Casa Real mediante a instrumentalização da heráldica ao serviço da centralização do poder régio e da construção de uma nova cultura nobiliárquica.
Usando a heráldica como forma de exibição e propaganda visual dos fundamentos de legitimidade do poder, o reinado de D. Duarte caracterizou-se pela criação dos primeiros meios de interferência régia na heráldica da nobreza e pela construção de um discurso emblemático próprio.
Na comunicação foi salientada, em conclusão, a função da heráldica e da emblemática do rei D. Duarte enquanto instrumentos de propaganda dinástica e da cultura da corte, enquadrados no âmbito mais vasto dos sinais visuais de toda a Casa de Avis.
O Congresso D. Duarte e a sua época: arte, cultura e espiritualidade foi uma iniciativa do Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com o apoio da Direcção-Geral de Arquivos.